segunda-feira, 28 de março de 2016

Ninho.

 



 
"Sei um ninho

Sei um ninho.
E o ninho tem um ovo.
E o ovo, redondinho,
Tem lá dentro um passarinho
Novo.

Mas escusam de me atentar:
Nem o tiro, nem o ensino.
Quero ser um bom menino
E guardar
Este segredo comigo.
E ter depois um amigo
Que faça o pino
A voar..."
 
Miguel Torga
 

O meu ninho da Páscoa foi feito assim.
 
Como fazer:
 
Para o bolo:
 
1 iogurte natural + 4 ovos inteiros + 4 copos (iogurte) de açúcar + 5 copos (iogurte) de farinha +  1 copo (iogurte) de óleo + sal + raspa de um limão + 1 colher de chá de fermento em pó 
 
Bate-se os ingredientes todos juntos durante 5 minutos e de seguida leva-se ao forno a 180º numa forma redonda, untada e polvilhada, durante mais ou menos 30 minutos. Faz-se o teste do palito e quando estiver cozido retira-se do forno deixa-se arrefecer ligeiramente e desenforma-se.
 
Para o ganache de chocolate :
 
200 g de chocolate + 1 pacote de natas + 1 colher de sobremesa de manteiga.
 
Coloca-se em banho maria os ingredientes todos e deixa-se derreter.
 
Para decorar o bolo:
 
fios de ovos + amêndoas

Depois do bolo estar frio, escava-se um buraco para construir o ninho. Barra-se o bolo com o ganache de chocolate. Recheia-se o buraco com os fios de ovos e decora-se com amêndoas.


sábado, 26 de março de 2016

Aos molhos. Alecrim e bolachas.


 







Porque bolachinhas apetece sempre. E como é bom ter biscoitos em casa, dentro de latas, à mão de semear, para quando apetece. Assim crocantes e aromáticas. Feitas num dia de muita chuva e muito frio, aqui fica mais uma receita deliciosa.

Inspirado aqui.
 
Como fazer:
 
250 g de manteiga à temperatura ambiente + 3/4 chávena açúcar + sal + raspa de 1 limão + 1 ovo inteiro + 2 + 1/2 chávena de farinha de trigo peneirada + 1 colher de sopa de alecrim picado finamente
 
Na batedeira elétrica misturar a manteiga e o açúcar e bater durante 3 minutos. Juntar o sal, raspa de limão e o alecrim. Continuar a bater até  obter uma mistura esbranquiçada e cremosa, aproximadamente mais três minutos.
Adicionar o ovo e bater. Juntar então a farinha peneirada e misturar apenas até esta ficar bem incorporada.
 
Colocar a massa numa folha comprida de papel vegetal. Enrolar até obter um rolo com cerca de 4 cm de diâmetro. Colocar no congelador durante, pelo menos, uma hora.
 
Pré-aquecer o forno a 190º C.
 
Retirar o rolo do congelador e cortar em fatias com 0,5 cm de espessura. Colocar num tabuleiro forrado com papel vegetal, separadas umas das outras cerca de 2,5 cm. Cozer no forno pré-aquecido durante 15 a 20 minutos, até que fiquem douradinhas.
 
 Deixar arrefecer antes de servir.
 
Rende mais ou menos 35 bolachas
 

segunda-feira, 21 de março de 2016

O teu dia.




Ontem foi o teu dia. O dia de celebrar a tua vida. Vives e encontras significado para tudo o que te acontece. Nunca lamentas. Tens uma visão luminosa da vida, mesmo nos momentos um bocadinho mais sombrios.

E eu, todos os dias, agradeço a imensa sorte que tenho em estar ao teu lado. Por fazer parte do teu mundo, por me aceitares assim como sou, com as minhas falhas e as minhas elipses. 

E para celebrar a tua vida, para te agradecer, um bocadinho mais,  por seres o nosso porto de abrigo, a ponte que liga todos os pontos, um bolo feito com a ajuda preciosa do Henrique e da Ana e com a ilusão toda que pressupõe presentear alguém assim desta maneira.

E porque sabemos que vais estar sempre lá, incondicionalmente, aqui fica, para memória futura, a tua felicidade, a nossa felicidade.




E a música que chegou pela mão do amor. Por coincidirmos no gostar muito desta musica. Que nunca caiam as pontes entre nós.
 
Bolo de aniversário como fazer.
 
Para o bolo:
 
1 iogurte natural + 4 ovos inteiros + 4 copos (iogurte) de açúcar + 5 copos (iogurte) de farinha +  1 copo (iogurte) de óleo + sal + 1 colher de sopa bem cheia de canela em pó + 1 colher de chá de fermento em pó 
 
Bate-se os ingredientes todos juntos durante 5 minutos e de seguida leva-se ao forno a 180º numa forma redonda, untada e polvilhada, durante mais ou menos 30 minutos. Faz-se o teste do palito e quando estiver cozido retira-se do forno deixa-se arrefecer ligeiramente e desenforma-se.
 
Para os ovos moles:
 
12 gemas + 500 g de açúcar + 1 pisco de sal + água q.b.
 
Coloca-se as gemas num passador e deixa-se estar. Entretanto leva-se o açúcar e a pitada de sal ao lume e cobre-se com água, deixa-se estar até formar ponto de pérola. Quando a calda estiver no ponto, retira-se do lume e incorpora-se os ovos mexendo sem parar.  Leva-se ao lume outra vez até ficar cremoso.
 
Para a montagem do bolo:
 
500 g de massapan + fios de ovos
 
Corta-se o bolo ao meio e recheia-se com ovos moles. De seguida tapa-se com a outra metade e cobre-se novamente com os ovos moles.  Entretanto estende-se o massapan e cobre-se o bolo. à volta colocam-se os fios de ovos. Depois enfeita-se o bolo como se quiser.
 

 

quinta-feira, 17 de março de 2016

Rotina.

 






É uma rotina que me faz bem, que me faz sentir os pés bem assentes na terra, e isso é oxigénio. Comida assim como esta, quente, de casa, mágica, e depois o efeito todo que tem em nós, nos outros. Uma sopa aromática e quentinha, mais ou menos elaborada, mas que acaba sempre por ser chão. E é esse o poder mágico de uma sopa. E se por vezes há expectativas muito altas em relação a uma receita, é sempre de uma maneira ponderada que vou testando novas variações. Esta correu bem. Tão bem que passou a ser das sopas preferidas do meu marido. E no final é tão simples fazer alguém um bocadinho mais feliz.

Fica aqui a receita que anda a ser prometida, faz-se assim.

Como fazer:

1 cebola + 2 dentes de alho + 1 courgette + 1 molho de agriões + 1 batata + 2 peras em cubos e sem casca+ sal + pimenta preta + azeite + água a ferver + 2 peras inteiras + 1 iogurte natural

Primeiro leva-se ao lume a cebola, o alho, a courgette, a batata e o azeite. Deixa-se estar durante 10 minutos. Quando os legumes começarem a estar macios acrescenta-se o molho de agriões e 2 peras partidas em cubos. Dá-se uma volta e acrescenta-se a água a ferver só até cobrir os legumes. Tempera-se com sal e pimenta preta. Deixa-se estar mais 10 minutos e depois passa-se com a varinha mágica até estar em puré perfeito.

Leva-se ao lume uma sertã e deixa-se aquecer bem. Corta-se 2 peras, aqui mantem-se a casca e o caroço, com a mandolina. Leva -se ao lume até ficarem caramelizadas.

No momento de servir coloca-se por cima da sopa uma colher de sopa de iogurte natural as peras caramelizadas.



 
 E esta música só porque gosto mesmo muito. De ouvir várias vezes seguidas. Parece que se cola à pele.

terça-feira, 15 de março de 2016

Inverno.

 


Dos rigores do Inverno sabemos que temos que passar pelo frio e pela chuva. Pelos dias cinzentos e tristonhos. Pelas gripes mais ou menos avassaladoras. Sabemos que sim  mesmo não querendo. Mas, há coisas que queremos muito dos dias duros do Inverno, isto. Uma sopa que nos aqueça o corpo e a alma. E que nos reconcilie com o que tiver que ser. E mesmo que as nuvens negras nos digam que os dias vão ser de rigor sabemos que as noites serão de conforto. Que á nossa espera estará uma tigela de sopa quentinha e aromática. E está tudo bem, quando é assim, apesar dos rigores todos lá de fora. E é nesses momentos, tal como dizia  Albert Camus, que é no meio de um Inverno que afinal aprendemos que temos dentro de nós um Verão invencível.
 
 
Como fazer:

1 talhada de abóbora + 1 talo de aipo + 1 cebola + 2 dentes de alho + 2 maçãs + 2 batatas pequenas + feijão de debulhar + sal + pimenta preta + azeite + água + folhas de aipo

Leva-se a cozer o feijão de debulhar com um dente de alho, 1 folha de louro e 1 cebola pequena. Tempera-se com sal e pimenta preta. Deixa-se estar até o feijão estar cozido.
À parte coloca-se todos os legumes, exceto o feijão de debulhar e as folhas de aipo, cortados em pedaços pequenos, num tacho ao lume com um fio de azeite. Deixa-se estar durante 10 minutos em lume brando. Depois deste tempo adiciona-se a água, onde cozeu o feijão, a ferver só até cobrir os legumes. Deixa-se estar mais 20 minutos. Passado esse tempo passa-se com a varinha mágica até ficar em creme. Um creme perfeito. Acrescenta-se o feijão e retifica-se os temperos.
No momento de servir acrescenta-se mais um pisco de pimenta preta, um fio de azeite e uma folhas de aipo.
 

sexta-feira, 11 de março de 2016

Dos dias.









 
 
Este espaço existe há 5 anos e tem registado os momentos quotidianos que me são mais, pedaços da minha vida, da minha casa para o mundo. Para assinalar este aniversário ficam mais imagens dos meus dias, dos recantos da minha cidade, coisas de que gosto muito e que vou registando, o graffiti de um dos meus artistas preferidos, Hazul, o artista que não deixa que lhe fotografem o rosto mas que encheu a cidade de mulheres sem rosto, figuras animadas e formas geométricas. As palavras escritas no chão de uma das ruas da Baixa e que me dizem tanto. A luz solar de fim de tarde nos belíssimos edifícios da Baixa. A estátua, “O Rapto de Ganímedes”,  de que tanto gosto e que se encontra num dos muitos Jardim do Porto. As belíssimas flores de Inverno que por estes dias inundam a cidade, Porto, a cidade das Camélias.
E os momentos partilhados em casa, um bolo que é uma delicia só, uma frase inspiradora à minha espera no sitio mais improvável, um chocolate quente partilhado no conforto do sofá por entre mantas quentinhas e velas aromáticas
 
 
 
  
Fica também um livro que gostei muito, um livro que me custou muito a ler. Por já ter sentido na pele a perda. Por já ter sentido na pele a eminencia da perda. Por já ter sentido que o meu risco vermelho já esteve prestes a romper, a quebrar. Um livro escrito de uma forma urgente, sincopada e muito bela. Muito lucido e que não se consegue parar de ler.
 
 
  
 
 
E fica também a musica que me tem acompanhado por estes dias sincopados e urgentes. A musica que me ajuda a encontrar aquele ponto tão certo dentro de mim, aquele ponto que faz com tudo volte a fazer sentido. Mesmo quando não.